Assunto foi debatido em reunião em Curitiba
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Reportagem por Patricia Matuchewski
91 mil golpes aplicados durante a compra ou a venda de veículos pela internet só em 2023. Isso foi o que revelou uma pesquisa feita por uma plataforma de vendas on-line. O levantamento mostrou que essas negociações fraudulentas geraram prejuízos de quase R$ 3 bilhões.
E é para não correr o risco de cair em um golpe, que muita gente prefere comprar ou vender veículos em lojas físicas. Em uma revendedora ou concessionária, o comprador pode ver o veículo, dar uma voltinha – e ainda tem garantia. Mesmo assim, o processo pode não ser 100% seguro. O deputado estadual Paulo Gomes, que atua na defesa do consumidor, diz que recebe denúncias frequentemente. A maioria delas, sobre proprietários que não recebem os valores de um veículo vendido e também sobre duplo financiamento. “O consumidor deixa em uma loja um veículo dele – que está financiado – e pega um outro veículo e financia, com a promessa de que aquele veículo que ele deixou no estabelecimento comercial vai ser quitado pelo lojista. Não se quita o veículo e o consumidor fica com 2 financiamentos.” (sonora)
Para tentar diminuir problemas como esses, representantes de financeiras, dos bancos, de lojas de veículos, e ainda a Associação Comercial do Paraná e o Detran se reuniram em Curitiba. Para César Lançoni Santos, presidente da Assovepar – associação que representa as revendedoras de veículos -, a principal discussão é sobre como proteger o consumidor sem prejudicar o mercado automotivo. “Nos preocupamos bastante com a questão de segurança na hora da comercialização. São mais de 100 mil transferências por mês, 100 mil comercializações, e é importante que a gente observe onde existem problemas e estude, para proteger o consumidor.” (sonora)
Segundo o presidente da Associação Comercial do Paraná, Antônio Gilberto Deggerone, a primeira reunião foi produtiva e outras devem ser agendadas para dar continuidade às discussões. “A nossa prática é que vai conduzir o mercado pelo caminho correto, assertivo, em que todos ganharão: nós e o consumidor final, que vai ter mais confiança e vai nos procurar outras vezes para negociar”, disse o presidente da ACP. (sonora)
Para o deputado Paulo Gomes, é essencial escutar todos os envolvidos na questão. “É importante que o outro lado, aqueles que fazem os negócios, entendam as dores dos consumidores e que, juntos, nós consigamos encontrar uma fórmula de proteger o bom comerciante e punir aqueles que agem fora da lei.” (sonora)